sábado, 3 de março de 2018

Ato 018 – O brilho que desperta


Eram tempos difíceis, e a Terra (Sekai) sofria com os conflitos entre moradores e invasores vindos as águas de todas as partes do mundo. Dentre as áreas com protetores específicos havia as terras que margeavam o mar Mediterrâneo.

As hordas de marinas que adentravam o território eram repelidas por um imponente guerreiro, e seu nome era Teneo.

Ele aprendera a técnica da espada desembainhada que reúne ataque e defesa numa única prática. Sua velocidade era impressionante, e essa habilidade parecia ter sido herdada por sua filha Anna, e com a morte de Maria os laços de pai e filha só fizeram aumentar.

Anna acompanhava seu pai nos treinamentos que ele promovia junto aos moradores locais, mas não participava, pois Teneo não queria envolvê-la naquela guerra em curso sem previsão de final. Silenciosa ela observava e aprendia a teoria de tudo que era ensinado, e praticava em outros momentos escondida do pai.

Certo momento em meio ao treinamento de rotina, Mia, filha de artesãos de pesca locais, que acompanhava seus pais em tudo, demonstra a olhos mais apurados possuir habilidade especial. Teneo já havia ensinado sobre o cosmo e seu domínio, mas nem mesmo dentre os jovens rapazes (a maioria dos presentes) havia sido demonstrado tal desempenho naquele grupo.

Noir ficou muito feliz, pois sua filha poderia servir a Atena no futuro e ajudá-la a vencer aquela terrível guerra, mas Anna ficou triste. Ela estava ali há mais tempo que Mia, e ainda não havia conseguido avançar em direção a seu sonho de seguir os passos de seu pai como defensora das pessoas em nome de Atena.

Foi um breve lampejo de cosmo, mas forte o suficiente para a percepção de Teneo e Noir, um dos últimos sábios do local. Teneo ao olhar o semblante triste da filha percebeu que sua filha também tinha sentido o cosmo, mas isso não lhe causou espanto, pois sabia do seu potencial. O guerreiro considerava sua esposa Maria uma guerreira ainda mais formidável que ele, mas em outras circunstancias ela desaparecera da vila. O despertar do poder de Anna gerava a preocupação do pai, que prometera a si mesmo não lidar com mais perdas.

Mas o brilho do cosmo de Mia não foi percebido apenas por eles. Um outro alguém, um pouco mais distante, havia sentido o despertar da jovem.

Findo o treinamento, já era quase noite, quando os alertas de invasão foram soados. Era o sinal que novos monstros do mar chegaram a vila.

Todos se recolheram, e os homens e mulheres do campo de treinamento se prepararam para cobrir a retaguarda de Teneo, que novamente enfrentaria os guerreiros das águas. No time, cheia de confiança, estava Mia. Apesar do protesto de Noir, ele e Teneo não rejeitaram sua presença, mas o pai da jovem estava atento.

Próximo a barragem de pedra que separava o mar do continente estava Teneo, que percebe que a energia que chegava desta vez era muito mais intensa do que as vindas anteriormente. Temeroso pelo possível destino de todos, em caso de falha sua, ele sinaliza ao mensageiro o recolhimento do grupo de apoio. Ele enfrentaria sozinho o novo inimigo e o venceria, ainda que isso lhe custasse a vida.

O grande cosmoenergia se materializa, e uma armadura alaranjada trazia grande destaque. O guerreiro parecia ser de uma classe mais alta, ainda não vista por Teneo.

— Ora, ora. Comenta o visitante. — Deve ser aquele que tem posto medo em meus soldados. Teu cosmo me diz isso.

— Sou aquele que tem expulsado os invasores, só isso. Retruca o guerreiro de Atena — Sou Teneo. O guerreiro da armadura alanjadada tem nome?

O adversário de Teneo ri.

— Sou Kraig de Cavalo Marinho, General Marina guardião do Oceano Pacífico Norte, Elite do exército do Senhor dos Mares, Poseidon. Responde. — A “armadura alaranjada” chama-se “Escama’, a veste sagrada dos guerreiros guardiões do império dos mares. E contra mim você não tem a menor chance.

Teneo balança a cabeça em sinal negativo.

— Não subestime seu adversário, General Marina. Retruca. Não te ensinaram isso?

Teneo assume a posição de Iai, reunindo ataque e defesa, e em segundos Kraig é impactado a alguns metros para trás de sua posição. Na ótica de Kraig Teneo não saiu do lugar.

— Olha só. Ironiza Kraig. — Parece que tenho um adversário de valor e bem veloz. Mas ... é só isso?

— Estou apenas aquecendo. Brinca Teneo.

Surge no local mais uma energia, e o marina também percebe. Ele caminha para além de Teneo, que nada entende. Há alguns metros a frente Kraig com um movimento de mão derruba uma parede de pedra, e expõe quem atrás dela se escondia, a jovem Mia.

Mia aquece seu cosmo como há momentos atrás no treinamento, mas Kraig a pega pelo braço levantando-a e se divertindo.

A jovem sente o ar fluindo em sua volta, quando tudo cessa, e ela cai no chão. Ela se levanta e ao seu lado estava Anna. Ela parecia ter bloqueado a técnica do general marina. Teneo também estava no outro lado, mas Anna conseguira ser ainda mais rápida que seu pai.

— Ora, ora. Eis que surge o brilho que me chamou nesse lugar. Comenta o marina. — Venho aqui exclusivamente em busca desse cosmo. Meu Senhor Poseidon tem grande interesse nesse potencial.

— Mas não está disponível! Afirma Teneo que recua, afasta as jovens, empurra Kraig para trás e volta a estar frente a frente com o guerreiro de Poseidon.

O cosmo de Anna ainda resplandecia, e sua aura brilhava tal qual o touro furioso que partia de Teneo e o negro corvo mortal que outrora voava sob aquelas águas.

— E nossa luta nem começou. Comenta Teneo. — Esqueceu-se de seu adversário, por acaso?

Kraig ri.

— Não vim lutar. Responde. — Vim levar esse brilho para meu Senhor.

— Se for só isso, não será hoje. Firme retruca o guerreiro de Atena.

Teneo se posiciona, mas Kraig lhe viras as costas e segue de volta ao mar.

— Esse brilho será de meu Senhor! Decidido, informa o marina. — Retornarei em momento oportuno.

— Aguardarei seu retorno. Responde Teneo. — Estarei aqui.

O general marina volta ao mar, e Teneo fica pensativo sobre os planos de Poseidon para sua jovem.

Anna, agora em segurança, estava feliz por despertar a centelha do cosmo tão ensinada por seu pai, e tão treinada as escondidas. O que ela não entendia era o interesse de Kraig no poder de Mia, como lhe pareceu.

Teneu e Noir, que acabara de chegar, compartilhavam da preocupação de Anna com Mia, e estavam prontos para protegê-las a qualquer custo.

Passado algum tempo, novamente pairavam notícia ruins sobre a vila as margens do mar Mediterrâneo. Mia havia desaparecido sem rastros. A presença dos guerreiros do mar não foi registrada, e além da tristeza havia o mistério.

Teneo estava preocupado, pois acreditava saber o nome do responsável por aquele desaparecimento, e sua verdadeira intensão.

O guerreiro de Atena se concentra tentando localizar o cosmo da filha de sua filha, e o encontra no mesmo local onde enfrentara Kraig de Cavalo Marinho. Ele estava irritado, e seguiu até a barragem de pedras a beira mar.

— Por que demorou? Ironicamente recebe Kraig. — Pensei que levaria meus prêmios sem resistência. Elas parecem bem mais inofensivas hoje.

Anna estava ao lado de Mia, desmaiada, tentando defende-la. A jovem não conseguiu fazer brilhar seu cosmo como da última vez, mas sua determinação a destacava.

— Deixe as jovens. Firme ordena Teneo. — Suas contas são comigo.

— Já disse que é o brilho dessa jovem que me importa, ou melhor dessas jovens. Responde o marina. — Essas terras eu posso conquistar depois. Outras presenças brilhantes já foram recrutavam para Podeidon, mas essas jovens certamente terão um destino mais nobre em nosso exército.

Teneo empurra Kraig pressionando o peitoral de sua escama.

— Elas não estão disponíveis! Retruca.

Kraig se desvencilha do toque de Teneo, e seu semblante muda.

— Não pode se opor a vontade de Poseidon! Declara o general marina. — As levarei a qualquer custo. Ainda que tenha que se por cima de você.

Com um movimento de braço Teneo ordena que Anna e Mia sigam de volta ao interior da vila, onde Noir as estava esperando. O guerreiro sinaliza para o artesão confiando a ele sua filha. Ele se posiciona entre o general marina e sua filha que se vai mais atrás de Mia.

— Daqui você não passa. Afirma Teneo. — Volte para de onde veio, ou lute comigo. A decisão é tua.

Kraig balança a cabeça em sinal de desaprovação.

— Vou lutar contra você, e pegar minhas prendas. Retruca o marina. — Ela sequer tem cosmo para se defender, e o pessoal dessa vila é patético. Só preciso passar por você.

Com um movimento de mão Teneo convida o adversário para a luta, queimando seu cosmo. O general marina faz o mesmo.

Numa velocidade incrível, imperceptível a olhos comuns, e até mesmo ao olhar de Kraig Teneo parte para a investida contra a marina. Com seu ombro esquerdo ele empurra o adversário metros a frente, e afastando-se um pouco aplica diversos golpes, nos pontos chave da circulação de energia no corpo de Kraig. Ele recua, e numa fração de milissegundos estava com seu bloqueio pronto, aguardando o impacto da técnica do adversário.

Kraig de Cavalo Marinho apenas sentia o impacto, e se não fosse sua escama teria seus pontos vitais bloqueados. Teneo aparentemente sequer havia saído  do lugar.

A grande velocidade de Teneo impressiona o adversário, mas agora ele tinha uma estratégia para ver o que estava oculto.

— Venha guerreiro! Desafia o marina. — Quero saber até onde pode ir sua habilidade.

Kraig queima seu cosmo, e interagindo com as moléculas de ar cria correntes de vento assimétricas e multidirecionadas, causando um parcial bloqueio a grande velocidade de Teneo.

O marina agora via a chegada de Teneo, e após de preparar para o impacto, se esquiva de quase todos os golpes desferidos pelo guerreiro de Atena. Um ataque porém pareceu ter sido deixado por último, como se sincronizado a nova velocidade imposta por Kraig  A investida do punho acertou o lado esquerdo do peitoral, explodindo a escama e penetrando a carne.

Teneo inicia seu recuo, quando percebe a reordenação da direção dos ventos com um brutal aumento de velocidade, mudando o formato para um redemoinho. Sincronizado, o guerreiro sai do centro do turbilhão, seguindo a velocidade da periferia que também era gigantesca. Antes que perdesse a consciência ele sente as preces de Anna, e num último esforço se desconecta do redemoinho.

Kraig sente no último segundo de contato do vento com o corpo de Teneo uma assimetria no guerreiro de Atena.

Em queda livre Teneo beirava a inconsciência, mas se guiava pelo brilho do cosmo de Anna. Ele percebe que Kraig prepara sua investida, e metros antes de tocar o solo vê o punho esquerdo do marina recolhido e pronto para o ataque. Prestes a tocar o solo, ele estava debilitado pelo desgaste em sincronizar sua velocidade aos inconstantes ventos do general marina. Ainda dotado de grande velocidade, Teneo oferece o lado esquerdo do peito para o impacto.

O ataque fulminante de Kraig seria letal, mas o guerreiro de Atena usa seu corpo para prender o adversário a ele, e pela barriga do marina ele atinge o lado direito internamente, quebrando várias costelas no caminho.

Teneo compreendera que assim como ele Kraig tinha o coração no lado direito, e isso explicaria o marina ainda estar vivo após seu ataque fulminante.

Kraig percebera assimetria similar a sua em Teneo, mas não contava com a maior velocidade do adversário debilitado por seus intempestivos ventos. Ele caíra numa armadilha, e devido a precisão no ataque recebido era morte certa.

Os oponentes se desconectam e caem, com grande quantidade de sangue expelido por Kraig. O mar se agita, e uma grande onda cobre ambos, levando o general marina. Teneo olha para o mar e vê um soldado marina com seu general nos braços caindo nas águas. Anna vem em socorro de seu pai.

— Senti seu cosmo, minha querida. Carinhosamente acolhe Teneo a sua filha. — Fui guiado por seu brilho. Sua mãe ficaria orgulhosa.

— Eu sei. Responde a jovem, sorrindo. — Senti algo bom fluindo de você, pai. Ainda que não conseguisse vê-lo naquele redemoinho. Eu e Mia estávamos aqui o tempo inteiro.

Anna sorri, e abraça Mia que ali de pé observava. Teneo estava curioso com algo.

— Se estavam aqui, como conseguiram se esconder de mim e Kraig? Indaga.

As jovens se entreolham em cumplicidade.

— O brilho do cosmo de Mia de alguma forma nos ocultou. Responde. — Vimos o pai dela passar por nós sem nos perceber.

Naquele instante chega Noir e outros moradores da vila para ajudar a Teneo. Ele olha para Mia, com firmeza.

— Depois falamos!

— Sim, papai. Resignada responde Mia.

Noir olha para Teneo e confirma a informação.

— É verdade, não as vi em lugar algum, e por aqui não havia sinal de ninguém. É uma habilidade estranha.

Teneo ri.

— Também acho, Noir. Concorda Teneo. — Tenho certeza que será útil para Atena algum dia.

 O guerreiro tosse forte, e ao tocar o lado direito do peito de Teneo Noir certifica-se que o coração do guerreiro de Atena ainda estava forte. Anna nada entende.

— Por que toca o lado direito, Sr. Noir? Pergunta Anna confusa. — O coração está no lado esquerdo!

Noir olha para Teneo, com uma mensagem já conhecida, e ele sinaliza em sinal positivo.

— Minha filha. Inicia Teneo. — Tenho algo importante para te contar.

Ele conta de sua condição física especial, e da fragilidade de seu coração. Sua assimetria tinha sido seu trunfo, mas agora um grande guerreiro sabia de seu segredo.

Noir, que há anos cuidava da saúde de Teneo, temia por essa nova situação, e por fim podia provar a seu teimoso paciente que o esforço exagerado poderia parar seu órgão vital.

Teneo vencera dessa vez, mas o futuro era incerto, pois Kraig de Cavalo Marinho era um grande adversário.

Para Anna o desejo de ter seu cosmo brilhante e vibrante só aumentara, pois agora seu pai dependia dele.


A LUTA PELO BRILHO DE ANNA REVELA GRANDES VERDADES OCULTAS, E EM BREVE ATENA FARIA GRANDE USO DE TODAS ELAS.

domingo, 10 de setembro de 2017

Ato 017 - Aqueles que protegem em segredo


Era quase noite em Lemúria, e mais cedo clarões puderam ser percebidos em vários locais da ilha. A luz era Atena que visitava diversas pessoas, para quem estava reservada importantes missões.

Samarco, no cair da noite receberia esta luz. A província, mais ao centro-oeste da ilha, era o cinturão da produção de alimentos da ilha, as margens do grande lago Siena. Nesse local abençoado por Demeter, morara Roshi e sua filha Talia.

A família de Roshi era a mais tradicional de Lemúria no ramo da agricultura. O lemuriano seguia o ofício de seu pai e de ser avô, e Talia, fruto da próxima geração da família, já conhecia bem o equilíbrio entre o homem e a natureza.

A casa de porte médio, antiga mas bem conservada, de madeira de boa qualidade ali mesmo colhida marcava o centro do grande pomar, que guiava a entrada e a margeava a estrada.

O ambiente rústico era a paisagem da paz, cujo silêncio era apenas rompido pelos sons diversos de aves e animais de criação, soltos em plena harmonia com as plantas e demais elementos do cenário.

Naquele lugar Atena surgia a vontade, certa de estar em reduto de velhos conhecidos há muitas gerações. Era fim da tarde em Lemúria.

Roshi a porta reverencia a deusa com sua aura luminosa, e com sinal de mão orienta Talia a fazer o mesmo. A menina estava encantada, pois estava para conhecer alguém muito falado por seu pai, a deusa da Sabedoria e Guerra Justa, Atena.

Ela se curva, mas ainda sim caminha em direção a luz, ao encontro de Atena. Roshi parece ver uma imagem estranha: uma jovem de cabelos castanhos, ao lado de uma bela mulher lemuriana com os mesmos traços de Talia, lindamente vestida com uma reluzente armadura esverdeada.

Roshi parecia estar sonhando, quando a luz se dissipa, e ele vê imagem invertida, onde a jovem vestida de branco trazia sua filha sorridente.

Ainda caminhando Atena inicia sua narrativa com Roshi, enquanto entrega Talia ao seu pai.

— Roshi, meu guerreiro. — Inicia Atena. — Faz um belo trabalho com Talia. As novas gerações de meu exército ganharão uma bela guerreira para o campo de batalha.

Roshi fica feliz em saber que sua linhagem a serviço de Atena seria perpetuada.

— Sim, Senhora Atena. — Responde o guerreiro.  — Apenas fiz meu dever como pai, preparando a próxima geração.

Atena sorri.

— Sairás de Lemúria. — Afirma Atena. — Apenas Talia tens o senso de equilíbrio que possui. As batalhas que virão necessitarão desse legado. Do equilíbrio entre o tigre e o dragão. Lemúria não mais atende ao potencial de Talia.

Roshi olha para Talia atento, como se já soubesse do que falava a deusa.

— Seguiras para as terras altas às margens do mar Mediterrâneo, numa região com cinco montanhas. — Complementa Atena.

Roshi acompanhava Atena, mas a devoção no olhar de Talia à deusa causou-lhe admiração. Em breve ele entenderia.

— Preciso que acompanhe meu renascimento de mais longe. — Prossegue Atena. — Sentirás o fluxo do equilíbrio em seus dois sentidos, e saberás a hora de retornar.

A deusa olha em volta e contempla a paisagem.

— Em muito Lemúria será útil a batalha que virá, e nos irmãos e sua prole confiarei minha proteção em segredo.

Reconhecendo a atenção de Talia a suas palavras, Atena se dirige a ela.

— Talia. É a semente da nova geração. — Afirma Atena. — Serás a primeira geração dos meus novos guerreiros. O tempo junto as águas da grande cachoeira será essencial para o seu conhecimento, e para a compreensão do legado de sua família.

A aura de Atena começa a se dissipar, e ele profere suas palavras finais.

— Partirás ao amanhecer. — Finaliza Atena. — Reúna o necessário a viagem e não se despeça dos seus. Orientarei sua viagem.
Orientados por Atena, Roshi e Talia fizeram a última refeição naquelas terras. A menina estava feliz. Tudo foi arrumado e a menina foi dormir.

Ao amanhecer, na hora da partida, Roshi e sua filha lembram dos seus, e por um momento se entristecem. Eles se lembram da vívida aura de Atena, e se alegram novamente. Estavam a serviço de sua senhora, e isso era motivo para júbilo. Pai e filha estavam sintonizados, e Roshi fica feliz com a demonstração de maturidade de sua menina.

Em Tessalian, Melias e Ankaa sentiam a angústia temporária dos seus. Talia e Ankaa tinham uma ligação silenciosa, apesar da menina esperar um pouco mais. Melias sentia que seu irmão precisaria muito dele a partir de então, só não sabia definir como.

Roshi e Talia partem para seu destino orientado por Atena, e Melias e Ankaa chegariam as terras dos seus no cair da tarde.

No caminho Melias e Ankaa vão sentindo os fragmentos do dissipar dos cosmos de Roshi e Talia, mas também resquícios de um grande cosmo na medida que se aproximavam da casa de madeira. Melias já conhecia a energia, e Ankaa já sentia a acolhida.

Para Ankaa havia uma mensagem no ar, deixada por uma poeira de cosmo que toca a mão aberta do menino.

Ankaa descobrira que era parte de uma missão maior que teu silêncio. Ele aguardaria o retorno do cosmo de Atena, e Melias sabia que deveria zelar para o completo crescimento de seu filho.

ATENA PREPARA SUA ESTRATÉGIA PARA A BATALHA QUE VIRÁ. UMA SAIDA PROGRAMADA MARCA O INÍCIO DE MISSÃO DE UMA FAMÍLIA.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Armaduras de Atena - Tipologia

Apresentamos a tipologia das armaduras criadas pelos lemurianos durante a primeira guerra santa, segundo a estória da Fanfic "Prelúdio: Memórias da Primeira Guerra Santa"

Os cavaleiros e amazonas apresentados não representam os personagens da estória, e assim que os personagem forem desenhados serão aqui atualizados.

As armaduras apresentadas são referências, com a necessidade de pequenos ajustes para a finalização do desenho das vestimentas oficiais.

Os desenhos mesclam material oficial da série e fanarts criados por fãs, devidamente citadas as autorias.

Andromeda (a princesa) Antilia (Maq. Pneumática) Apus (Ave do Paraiso) Aquarius (Aquario)
Sem padrão definido
por The Ponk --- por Cerberus rack por Trident
Aquila (Águia) Ara (Altar) Aries (o velo de ouro) Auriga (Cocheiro)
por Trident por Alejandro por Trident por Trident
Bootes (Pastor) Caelum (O cinzel) Camelopaerdis (Girafa) Cancer (Carangueijo)
por Alejandro por Cerberus Rack por Alejandro por Trident
Canes venatici (Cães de caça) Canis major (Cão maior) Canis minor (Cão menor) Capricornus (Capricórnio)
por Trident por Trident por Marco Albiero por Trident
Carina (Carena) Cassiopeia (rainnha Cassiopeia) Centaurus (Centauro) Cepheus (rei Cefeu)
por Trident por Alejandro por Trident por Cerberus rack
Cetus (Baleia) Chameleon (Camaleão) Circinus (Compasso) Columba (Pomba)
Sem padrão definido
por The Ponk por Trident por Trident ---
Coma Berenice (Cabeleira de Berenice) Corona australis (Coroa austral - Sul) Corona borealis (Coroa boreal - Norte) Corvus (Corvo)
por Cerberus Rack por The Ponk por Alejandro por The Ponk
Crater (Taça) Crux (Cruzeiro do Sul) Cygnus (Cisne) Delphinus (Golfinho)
por Cerberus Rack por Khon Ix por The Ponk por Alejandro
Dorado (Peixe dourado) Draco (Dragão) Equuleus (Cavalo Menor) Eridanus (rio)
Autor desconhecido por Trident Autor desconhecido por Alejandro
Fornax (Fornalha) Gemini (Gêmeos) Grus (Ave Grou) Hercules (O heroi)
por The Ponk por Trident por Thomas Jefferson por The Ponk
Horologium (Relógio) Hydra (Montro aquatico) Hydrus (Hidra de Lerna) Indus (Índio)
Autor desconhecido por Trident por The Ponk por Alejandro
Lacerta (Lagarto) Leo (Leãol) Leo minor (Leão menor) Lepus (Lebre)
por Wang por Trident por Michelangelo por Alejandro
Libra (balança) Lupus (Lobo) Lynx (Lince) Lyra (Lira)
por Trident por Michelangelo por Wang por Trident
Mensa (Montanha da Mesa) Microscopium (Microscópio) Monoceros (Unicórnio) Musca (Mosca)
Sem padrão definido Sem padrão definido
--- --- por Tomas Jefferson por The Ponk
Norma (Regua, Esquadro) Octans (Oitante) Ophiucus (Serpentario) Orion (Cacador Orion)
Sem padrão definido
--- por Cerberus Rack/
Marco Albiero
por Trident Mangá Saintia Sho
Pavo (Pavão) Pegasus (Pegaso) Perseus (Herói Perseu) Phoenix (Fênix)
por Trident por The Ponk por The Ponk por Trident
Pictor (Pintor) Pisces (Peixes) Piscis austrinus (Peixe autral - Sul) Pupis (Popa)
Sem padrão definido
--- porTrident Autor desconhecido por Alejandro
Pyxis (Bússola) Reticulum (Retículo) Sagitta (Flecha) Sagittarius (Sagitário-Arqueiro)
por Alejandro por Trident por Santuary Designer por Trident
Scorpius (Escorpião) Sculptor (Escultor) Scutum (Escudo) Serpens (Serpente)
Sem padrão definido
por Trident --- por Khon Ix por The Ponk
Sextans (Sextante) Taurus (Touro) Telescopium (Telescópio) Triangulum (Triangulo)
por Lady Heinstein por Trident Autor desconhecido por Wang
Triangulum australe (Triangulo austral - Sul) Tucana (Tucano) Ursa major (Ursa maior) Ursa minor (Ursa menor)
Sem padrão definido
--- por Alejandro por Michelangelo por Cerberus Rack/
Marco Albiero
Vela (Vela - Argo Navis) Virgo (Virgem) Volans (Peixe voador) Vulpecula (Raposa)
por Alejandro por Trident por Alejandro por Marco Albiero
Cerberus (Cão Cerbero)
por Cerberus Rack